Prólogo
Um arrepio percorreu da
base de sua espinha até a base do pescoço enquanto os pingos de água morna que
saiam do chuveiro caiam em seu corpo, rapidamente os pingos e o calor
levantaram um leve nevoeiro que encobria em parte a sua silhueta. Apoiado com
as mãos na parede como se a estivesse empurrando Nuno, levantou levemente seu
rosto enquanto deixava a água escorrer, como se em uma tentativa de misturar-se
aquela água e o levasse a outro lugar que pudesse aplacar os sentimentos que
explodiam em seu coração.
De
repente a porta do Box do banheiro abre-se e uma figura com traços fortes e
expressivos adentra, abraçando Nuno por trás enquanto beija-lhe o lado esquerdo
do pescoço, lado este que causa um leve arrepio e incitação de desejo por ser
uma das áreas mais sensíveis em seu corpo. Um sorriso se forma em seus lábios,
lábios estes que apresentam um leve tom vermelho, uma textura macia e estética
carnuda, ele levemente se vira ficando de costas para a parede e de frente para
essa estranha pessoa que o capturou, entretanto, ele não o olhou diretamente
nos olhos, manteve seu olhar baixo e lentamente foi subindo, gravando cada
parte do corpo a sua frente, cada curva e músculo, pernas torneadas e longas,
um pau que mesmo flácido esbanjava sua potência, uma bunda não muito
avantajada, mas firme, que combinava perfeitamente com aquele corpo, um abdômen
definido e um peitoral médio, ao chegar ao queixo, onde uma barba perfeitamente
desenhada emoldurava aquele rosto, segurou a sua respiração por um tempo,
fechou seus olhos com seus cílios longos e curvados, e ao abri-los, se deparou
com um sorriso de canto de boca e olhos penetrantes que a cada piscar
destroçava sua alma, tudo o que via naquela pessoa era sinônimo de beleza, 1,86
de altura, peso em torno de 79kg e uma pele com um tom que apresentava sempre
estar bronzeada, lábios não tão grossos quanto os seus, mas equiparáveis e
semelhantes em cor e olhos de um tom castanho-escuro que sempre aparentavam
olhar além.
O
feitiço em que se encontrava foi levemente quebrado com algumas palavras quase
que sussurradas:
- Ainda são 05h44min da manhã, de um dia chuvoso e
frio, o que faz acordado? Porque não ficou na cama?
- Não consegui dormir por mais tempo – Nuno
respondeu, enquanto colocava seus braços ao redor do pescoço de Ender – Como
foi o plantão? Complicado, visto que chegou a essa hora, certo? Indagou com um
leve levantar da sobrancelha esquerda, habito adquirido desde sua infância.
- Sim, recebemos 04 códigos azuis¹, quase que
consecutivos. Só foi o tempo de estabilizar um para que o outro chegasse,
resolvi estender meu horário para observar um pouco mais o quadro clínico em
que estavam. Felizmente, não tiveram mais recaída – Ender respondeu com um
suspiro de alívio.
- Se lembra dos nomes deles?
- Não, mas o primeiro deu entrada por volta das
23h00min e o último ás 2h47min, as fichas deles estarão a sua espera – Ender
respondeu já sabendo qual era a intenção de Nuno.
- Ficou tão óbvio assim que pretendia verifica-los
para você? – Nuno respondeu, esbanjando seu sorriso mais inocente, o que era
raro.
- Sim, mas fingirei que não percebi e mais tarde
finjo surpresa, okay? – Ender respondeu devolvendo o sorriso, e beijando os
lábios de Nuno, mordendo levemente o lábio inferior. Apesar de estar
terrivelmente cansado, não podia suprimir a ansiedade que brotava do fundo de
seu estômago, uma ansiedade de foder ferozmente a bunda perfeitamente redonda
de Nuno e ouvi-lo gemer, sussurrando seu nome.
Nuno sentia-se da mesma forma, um dos seus motivos
ocultos que o fizeram acordar tão cedo, foi justamente essa necessidade de
querer se conectar a Ender em uma longa, longa, longa entrega de prazeres. Sem
perceber ou coordenar suas ações, ambos começaram a acelerar seus beijos,
enquanto a água aquecia seus corpos, impulsionando o fogo que crescia entre
eles, Nuno retirou a mão do pescoço de Ender e deslizou pelo seu peito, parando
perto do seu mamilo, já Ender segurava sua cintura e pressionava seus paus um
no outro, como em uma tentativa de que também se beijassem e sentissem o calor
um do outro, ambos já estavam eretos e pulsavam de desejo, eram estranhamente
simétricos em tamanho e grossura, quase como se fossem gêmeos. Quando Nuno, já
estava quase não raciocinando direito e descendo sua mão até encontrar a fonte
de tanto desejo um som os despertou e aos poucos dissipou a aura de excitação
que tinha se formado.
- Mas que... PORRA! – Nuno exclamou, expressando sua
revolta por ter sido interrompido pelo seu irritante despertador, que
rotineiramente, sempre despertava ás exato 6h00min – Eu amo meu trabalho, amo
salvar vidas, mas sinceramente, odeio quando ele me impede de ter “alguns
momentos” para brincar com você – Nuno falou com suas mandíbulas trincadas
enquanto apoiava sua cabeça na curvatura do pescoço de Ender.
- Bem, isso que dá trabalharmos no mesmo hospital e
cobrir os plantões um do outro – Ender falou afagando a cabeça de Nuno enquanto
suspirava, e continha sua frustração.
Rapidamente Nuno levantou a cabeça, encarou Ender e
ligeiramente mordeu seus lábios enquanto lançava um ligeiro olhar pra cima e
franzia as sobrancelhas grossas e desenhadas que tinha.
Olhando essa expressão, Ender já sabia que Nuno
estava deliberadamente pensando em cálculos de tempo para que pudesse prolongar
seu tempo com ele e “brincar” um pouco – No que está pensando? – perguntou,
mesmo que já soubesse a resposta.
- Hum! Deve ser 6h02min agora, se começarmos agora e
nos dedicar acabamos por volta de umas 6h40min, já estamos no banheiro, não
perderia tempo vindo tomar banho novamente, demoro menos de 5min pra terminar
de me vestir, então...
Antes de concluir suas ideias Ender o beijou e
mordeu seus lábios, enquanto apertava o pau de Nuno, quando se afastou um
pouco, usou seu habitual olhar penetrante e falou – Apenas aja ao invés de
ficar perdendo tempo pensando – Então soltou o pau de Nuno, colocou sua mão
atrás do pescoço dele e fez uma leve pressão pra que ele se abaixasse em
direção ao seu pau, enquanto via a expressão de surpresa de Nuno lentamente ser
substituída por sua expressão provocadora, sorriu ao ver isso, e logo soltou um
gemido de satisfação quando aquela boca macia e quente envolvia seu pau...
Fim do Prólogo
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